quarta-feira, 10 de agosto de 2016

terça-feira, 26 de abril de 2016

Então, vejamos...: Aposentadoria

Então, vejamos...: Aposentadoria: 30 anos, 03 meses, 13 dias ou 11053 dias. Esse foi o tempo trabalhado para os "outros".  Será que somos os donos de nosso tempo? C...

Aposentadoria

30 anos, 03 meses, 13 dias ou 11053 dias. Esse foi o tempo trabalhado para os "outros".  Será que somos os donos de nosso tempo? Comecei a trabalhar em 1984, na antiga Diretoria Regional de Saúde de Itabira. Minha filha ia fazer dois aninhos e eu estava um tanto atordoada pelos os últimos acontecimentos de minha vida - talvez um dia escreverei sobre esse período. Lembro-me, não com precisão de quem falara comigo ao telefone. Mas foi numa quinta-feira, à tarde, que alguém me ligou e falou pra que eu fosse no outro dia, pela manhã, na rua Major Paulo, 45, perto da Igrejinha
do Rosário. Fui. E, a partir daí, passaram-se esses 30 anos. O que é uma vida? Então, agora tenho todo o tempo para me ocupar de mim..de me empoderar. Essa é uma sensação muito, muito boa mesmo. Sempre falei para meus alunos sobre um estudo da neurociências que dizia que saber ler é fundamental, não apenas para entender o mundo, mas entender o conceito de passividade, de receptor. Sem isso, você não consegue alcançar, a contento, a próxima fase de seu empoderar-se, ao conseguir escrever suas visões de mundo. Ali estava o grande lance da comunicação humana. E saber que podemos nos expressar em diversos meios, é muito instigante. Uma coisa é certa, neste momento meu corpo me dá sinais claros de que o tempo dele está começando o seu próprio fim. Uau! 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Fragmentos de um diário...

E assim..de memórias entrecortadas ia tecendo, sobre si, sua história. Recortes de realidades diversas e, no entanto, iguais..girando... 
- O que há além do círculo?
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A verdadeira magia acontece quando você toma sua vida em suas mãos. E tanto mais verdadeiro o sonho se torna quanto mais formos solidários em nossas diferenças... O que nos une é sermos únicos. 
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Quando minha filha veio ao mundo, eu não pensava em nada, especificamente, para ela. Eu pensava: minha filha é "uma tela em branco" na qual ela mesma terá que se construir. Eu apenas a apoiaria, se ela assim o quisesse. Quando a vi, seu nome iluminou minha mente: ALICE. E eu a amei mais que tudo que havia amado antes. E é para o resto de meus dias. 
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"Essa máquina mata fascistas". Arlo Gutrie, sobre sua guitarra.

" A ciência comprova que é o silêncio que mata as pessoas..."  Esqueci de anotar de onde tirei essa frase, mas me faz sentido.
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E o que direi? É melhor ir, seguir em frente, indo aonde a estrada me levar e ver o mundo, pensar os meus olhos, do que ficar e orar. "- O que você fez ontem? - Orei. - E o que faz agora? - Oro!
Oro e vejo milagres de encontros, vejo lágrimas pelos que se foram, mãos que se unem em nome da vida, crianças que nascem, amores que se casam..para sempre?
- E nós, eu e você e todos que se encantam pelo inesperado brilho das estrelas, da inebriante luz do luar e aquele ar das manhãs.
- O que nos une? O que nos diferencia nos separa, ou nos une?

segunda-feira, 10 de março de 2014

Aaaah ...Talvez!

Não. .escrever não é fácil não.  Além da idéia dar o ar de sua graça,  necessário é disciplina. Mas,  não a disciplina das casernas. Digo da disciplina do eu. O eu é egoísta.  Tem os olhos voltados para si mesmo.  E escrever é um ato de entrega e troca.  Não mesmo.  Escrever é viver o outro e sua visão de mundo.  Mas não  como espelho. Mas reconhecer o olhar do outro como diverso e complementar ao seu.  Será?

domingo, 19 de janeiro de 2014

Nova leitura..

..."Uma vez por outra, Blimunda levanta-se mais cedo, antes de comer o pão de todas as manhãs, e,  deslizando ao longo da parede para evitar pôr os olhos em Baltasar, afasta o pano e vai inspecionar a obra feita, descobrir a fraqueza escondida do entrançado, a bolha de ar no interior do ferro, e, acabada a vistoria, fica enfim a mastigar o alimento, pouco a pouco se tornando tão cega como a outra gente que só pode ver o que à vista está. Quando isto fez pela primeira vez e Baltasar depois disse ao padre Bartolomeu Lourenço, Este ferro não serve, tem uma racha dentro, Como é que sabes, Foi Blimunda que viu, o padre virou-se para ela, sorriu, olhou um e olhou outro, e declarou, Tu és Sete-Sóis porque vês às claras, tu serás Sete -Luas porque vês às escuras, e assim, Blimunda, que até aí só se chamava, como sua mãe, de Jesus, ficou sendo Sete-Luas, e bem baptizada estava, que o batismo foi de padre, não alcunha de qualquer um. Dormiram nessa noite os sóis e as luas abraçados, enquanto as estrelas giravam devagar no céu, Lua onde estás, Sol aonde vais." ...


                                              Memorial do Convento, José Saramago, p.121,122

sábado, 18 de janeiro de 2014

Nada!

Aaaaaaaaaaaaaahh   alguém já disse ..tuuuuuuuuudo...O que mais podemos dizer sobre o Amor???????
Nada! Para cada um de nós ele é algo que nos completa. ELE É O QUE NOS FALTA..
Agora  eu talvez entenda que aqui, ele não, nunca será... Não, ele será SEMPRE uma possibilidade. Aaaaah minha criança..você talvez aprenda a seguir os seguros caminhos trilhados por outrem... Por que esta busca incessante pelo inusitado, pelo nunca dantes trilhado? Minha doce criança, entenda de uma vez por todas: - Você NÃO existe.!
Você, talvez seja apenas a imaginação de um criador maluco, que, não tendo algo melhor para fazer, num domingo pela manhã ( mais uma vez o seu orgulho imbecil de querer ser única!!!)  tenha rabiscado alguém assim..estranha a si mesma..........................
Por que seu pai comprou para você, nos anos 70, The dark side of the moon? Me lembro!: Meu pai me perguntou: -  O que você quer de presente quando eu voltar de São Paulo? A única coisa que me vinha a cabeça era o vídeo, em preto e branco. que eu tinha visto na tv de uma música INCRÍVEL que mostrava as ruínas de Pompéia.. Foi numa tarde calourenta de verão, talvez..Mas aquilo me falou tão fundo que nunca mais me esqueci daquela tarde quente, modorrenta  e.. SOLITÁRIA. Não importa mais a data exata.. O caso é que meu pai me deu de presente, talvez no ano de seu lançamento, em 1973, o the dark side of the moon.. Escutei, primeiramente com ele ( meu pai era eletricista e construía radiolas e adorava ouvir sons estranhos e inusitados para testar suas construções) cada faixa do disco do disco que tenho até hoje, e com o seu nome escrito de próprio punho.. e depois o escutei até quase furar o vinil.
Nunca mais eu gostaria de trilhas fáceis e. ao mesmo tempo, eu desejaria, ardentemente, a facilidade. O que é ser fácil e previsível para você, meu benzinho?..
É adorar ser aceitável. É tão melhor e confortável... Nunca se sentir em falta de si mesma, sempre me sentir segura em ser igual, comum e previsível.. - Tá sem sono, meu amor? Temos uma pílula ótima para isso...! Tá sem tesão minha linda? Temos uma pílula que é um primor para casos em que o tesão não vem de jeito nenhum... Ah, seu corpo é tão estranho..seu peito não é assim lindo, mas podemos transformá-lo eu algo esteticamente perfeito...você perde totalmente a sensibilidade, mas o que é isso afinal?
Não! Não para mim. Se não fosse o inusitado, pouca serventia teria.
Há quanto tempo você não sente o mar, meu anjo? - Não me lembro mais.. Talvez eu jamais o tenha deixado..talvez ele sempre fez  parte de mim..porque eu o posso respirar e sentir a brisa e o som que que ele emite... Eu o sinto respirar e eu vou levar para sempre comigo..AAaaaaaaaaaaaah..sim.. e o vento!! 
Ele é feito de de uma substância tão comum mas, ao mesmo tempo, desconhecida de nós... 
Mas quando meus pés, descalços, pisaram esta terra, eu a amei profundamente.. E quando me for levarei o seu perfume
Nunca desejei sentir tanto o perfume desta terra como agora.