quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Vidro Azul: Emissão de 26 de Novembro disponível em formato p...
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
Bordas.
"Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável", frase do instigante e, para mim fascinante escritor Humberto Eco. Por outro lado, Voltaire, filósofo iluminista, raciocinou: "- Posso não concordar com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las". Essas máximas me vem à cabeça quando observo acontecimentos de explícita intolerância ao diferente, ao que não faz parte do status quo (estabelecido sabe Deus como).
Tenho a impressão que a atmosfera plúmbea dos anos 30 do século passado está a dar o ar fétido de sua graça: intolerâncias, xenofobias, racismos e mentiras espalhadas em redes. Características desse sistema discordante e avesso a ações despretensiosas, refratário em descobrir e espalhar misericórdias...Sem pieguices. Ignorante do fato daquilo que nos é fundante: diversidades. Caso contrário todas essas manifestações não estariam, mais uma vez, salientes e sequiosas em se exibir.
Em tempo: há que considerarmos o tempo, ou período em que cada um dos citados nessa brevíssima reflexão as conceberam e nos repassaram - Voltaire, lá do século 18, nos mostrou o quão árdua e importante foi a luta contra o absolutismo monárquico. Humberto Eco, nosso contemporâneo, nos brindou com essa pérola no livro "Migração e Intolerância", publicado por aqui em 2020.
Entre Humberto e Voltaire, pendo pro Eco, em defesa, sempre, da liberdade!
sábado, 3 de julho de 2021
Vidro Azul: Emissão de 27 de Junho disponível em formato podc...
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Acorda, Alice.
Pela janela vejo a parede amarela de um prédio, um pedaço de um morro, verdinho, e uma avenida, e telhados..e lá em cima, o céu azul, fundo, com nuvens..brancas. Na parede amarela eu abro um horizonte, como o abro pra qualquer lugar aonde giro meus olhos. Descubro: o horizonte fica dentro de mim. A esperança..também. Esperança de dias largos, de alegrias juvenis, de vento no rosto de sorriso solto e largo. Você pode andar..por aí, sem medo de se machucar, porque o mundo é leve, livre, e bom. Como o sol que aquece as manhãs no inverno. sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Quando o silêncio fala.
Lourdinha e Lúcia. Em dois momentos únicos, porém semelhantes, essas duas amigas tiveram uma presença importante na minha vida. A primeira, na inesperada primeira morte vivida tão perto..dentro de meu coração: meu irmão Clebinho se foi..tão novo e sério e apavorado. A segunda, numa morte anunciada: meu amado marido Devanir partiu desse mundo..tão cansado de sofrer, tão resignado depois de tanta luta e impotência diante da incapacidade imposta no auge de sua força e produtividade. terça-feira, 26 de abril de 2016
Aposentadoria
do Rosário. Fui. E, a partir daí, passaram-se esses 30 anos. O que é uma vida? Então, agora tenho todo o tempo para me ocupar de mim..de me empoderar. Essa é uma sensação muito, muito boa mesmo. Sempre falei para meus alunos sobre um estudo da neurociências que dizia que saber ler é fundamental, não apenas para entender o mundo, mas entender o conceito de passividade, de receptor. Sem isso, você não consegue alcançar, a contento, a próxima fase de seu empoderar-se, ao conseguir escrever suas visões de mundo. Ali estava o grande lance da comunicação humana. E saber que podemos nos expressar em diversos meios, é muito instigante. Uma coisa é certa, neste momento meu corpo me dá sinais claros de que o tempo dele está começando o seu próprio fim. Uau!
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Fragmentos de um diário...
- O que há além do círculo?
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A verdadeira magia acontece quando você toma sua vida em suas mãos. E tanto mais verdadeiro o sonho se torna quanto mais formos solidários em nossas diferenças... O que nos une é sermos únicos.
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Quando minha filha veio ao mundo, eu não pensava em nada, especificamente, para ela. Eu pensava: minha filha é "uma tela em branco" na qual ela mesma terá que se construir. Eu apenas a apoiaria, se ela assim o quisesse. Quando a vi, seu nome iluminou minha mente: ALICE. E eu a amei mais que tudo que havia amado antes. E é para o resto de meus dias.
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"Essa máquina mata fascistas". Arlo Gutrie, sobre sua guitarra.
" A ciência comprova que é o silêncio que mata as pessoas..." Esqueci de anotar de onde tirei essa frase, mas me faz sentido.
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E o que direi? É melhor ir, seguir em frente, indo aonde a estrada me levar e ver o mundo, pensar os meus olhos, do que ficar e orar. "- O que você fez ontem? - Orei. - E o que faz agora? - Oro!
Oro e vejo milagres de encontros, vejo lágrimas pelos que se foram, mãos que se unem em nome da vida, crianças que nascem, amores que se casam..para sempre?
- E nós, eu e você e todos que se encantam pelo inesperado brilho das estrelas, da inebriante luz do luar e aquele ar das manhãs.
- O que nos une? O que nos diferencia nos separa, ou nos une?
segunda-feira, 10 de março de 2014
Aaaah ...Talvez!
Não. .escrever não é fácil não. Além da idéia dar o ar de sua graça, necessário é disciplina. Mas, não a disciplina das casernas. Digo da disciplina do eu. O eu é egoísta. Tem os olhos voltados para si mesmo. E escrever é um ato de entrega e troca. Não mesmo. Escrever é viver o outro e sua visão de mundo. Mas não como espelho. Mas reconhecer o olhar do outro como diverso e complementar ao seu. Será?
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
Nada!
Nada! Para cada um de nós ele é algo que nos completa. ELE É O QUE NOS FALTA..
Agora eu talvez entenda que aqui, ele não, nunca será... Não, ele será SEMPRE uma possibilidade. Aaaaah minha criança..você talvez aprenda a seguir os seguros caminhos trilhados por outrem... Por que esta busca incessante pelo inusitado, pelo nunca dantes trilhado? Minha doce criança, entenda de uma vez por todas: - Você NÃO existe.!
Você, talvez seja apenas a imaginação de um criador maluco, que, não tendo algo melhor para fazer, num domingo pela manhã ( mais uma vez o seu orgulho imbecil de querer ser única!!!) tenha rabiscado alguém assim..estranha a si mesma..........................
Por que seu pai comprou para você, nos anos 70, The dark side of the moon? Me lembro!: Meu pai me perguntou: - O que você quer de presente quando eu voltar de São Paulo? A única coisa que me vinha a cabeça era o vídeo, em preto e branco. que eu tinha visto na tv de uma música INCRÍVEL que mostrava as ruínas de Pompéia.. Foi numa tarde calourenta de verão, talvez..Mas aquilo me falou tão fundo que nunca mais me esqueci daquela tarde quente, modorrenta e.. SOLITÁRIA. Não importa mais a data exata.. O caso é que meu pai me deu de presente, talvez no ano de seu lançamento, em 1973, o the dark side of the moon.. Escutei, primeiramente com ele ( meu pai era eletricista e construía radiolas e adorava ouvir sons estranhos e inusitados para testar suas construções) cada faixa do disco do disco que tenho até hoje, e com o seu nome escrito de próprio punho.. e depois o escutei até quase furar o vinil.
Nunca mais eu gostaria de trilhas fáceis e. ao mesmo tempo, eu desejaria, ardentemente, a facilidade. O que é ser fácil e previsível para você, meu benzinho?..
É adorar ser aceitável. É tão melhor e confortável... Nunca se sentir em falta de si mesma, sempre me sentir segura em ser igual, comum e previsível.. - Tá sem sono, meu amor? Temos uma pílula ótima para isso...! Tá sem tesão minha linda? Temos uma pílula que é um primor para casos em que o tesão não vem de jeito nenhum... Ah, seu corpo é tão estranho..seu peito não é assim lindo, mas podemos transformá-lo eu algo esteticamente perfeito...você perde totalmente a sensibilidade, mas o que é isso afinal?
Não! Não para mim. Se não fosse o inusitado, pouca serventia teria.
Há quanto tempo você não sente o mar, meu anjo? - Não me lembro mais.. Talvez eu jamais o tenha deixado..talvez ele sempre fez parte de mim..porque eu o posso respirar e sentir a brisa e o som que que ele emite... Eu o sinto respirar e eu vou levar para sempre comigo..AAaaaaaaaaaaaah..sim.. e o vento!!
Ele é feito de de uma substância tão comum mas, ao mesmo tempo, desconhecida de nós...
Mas quando meus pés, descalços, pisaram esta terra, eu a amei profundamente.. E quando me for levarei o seu perfume
Nunca desejei sentir tanto o perfume desta terra como agora.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Excertos...
quinta-feira, 28 de março de 2013
Sutilmente...
sábado, 2 de março de 2013
Fé.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Quando menos se espera...O inusitado.
sábado, 24 de novembro de 2012
Passagem

quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Déjà vu
domingo, 28 de outubro de 2012
Mistérios...
Bastou um toque. Um único toque e ela respirou tão fundo... Acordou retomando seu fôlego insaciável... Pronto, ela percebeu o perigo que corria, tentou negociar, perguntando para si mesma, todo o tempo, que besteira era aquela? Como permitia que ela retomasse seu curso alucinado? Olhou-se no espelho e viu, no fundo de seus próprios olhos o sorriso zombeteiro daquela que lhe que tirava o sono, mas que lhe proporcionava momentos alucinadamente deliciosos, seduzindo sua vontade com mimos, afagos óbvios, tecendo uma trama de inacessível decifrar, porque não lhe fazia parte o raciocínio. Era impossível resistir à sua gargalhada debochada, à sua incrível capacidade de pintar tudo com cores tão vibrantes, ao seu perfume arrebatador, à sua música inebriante. Seu corpo todo vibrava, misturando alegria e dor. Ela ouvia melhor o vento. Ela era como ele na sua mania de virar tudo de pernas para o ar e...Partir! Não havia nada a fazer agora a não ser aceitar seu convite e seguir viagem, esperando o momento em que ela,exausta, adormeceria. Poderia se transformar em amor? sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Imprevisível...
Não consegui me decidir nem sobre o que levar. Sabia que iria. Imaginei-me no lugar...Deveria ter prestado mais atenção aos sinais me alertando que, talvez, não fosse sair do jeito planejado. Primeiro, ao observar a meteorologia, percebi variações enormes entre a alta e a baixa temperaturas. Isso importa quando quando vamos fazer a mala de viagem...Com tamanha variação, decidi levar roupas quentes e frias...Depois, não conseguia me decidir sobre a volta...Resolvi que o melhor seria dar uma folga entre o fim do roteiro e minha partida. Contava encontrar com amigos, mesmo sabendo que os retornos foram vagos e que até mesmo não houve retorno por parte de alguns. Deveria mesmo ter retrocedido. Mas, sou um tanto curiosa e acredito que sempre vale a pena tentar algo novo. No dia da partida, amanheci com uma leve dor no pescoço. Não dei importância. Arrumei-me, levei minha filha ao trabalho, fui à academia, escrevi um texto sobre mim...E a dor só aumentando. Analgésico em cima. A mala por fazer....Faltando quarenta minutos para partir é que fui fazer a mala. Sem tempo para me decidir sobre o que levar, fiz o que toda mulher maluca faz: coloquei tudo o que coube na mala: roupas quentes e frias aos montes, sapatos e sandálias, secador de cabelo, netbook, livros, maquiagem e etc, etc... A mala ficou pesando uma tonelada, mas ficou pronta a tempo. O táxi chegou vinte minutos antes da partida do ônibus. Estava pronta para mais uma trilha num lugar totalmente desconhecido. O frio na espinha me animava a seguir em frente...Pronta??sábado, 11 de agosto de 2012
Fulosina, meu anjo.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Fênix?
Por mais que peçamos, os mortos jamais retornam. Nem cheiro, nem um sopro dos seres que circularam cá. Isso é muito bom! Dívidas, doenças, vícios, desamores...Nada mais. Amores, esperanças, dias de sol e chuva...Nunca mais. E para quê afinal? Nada de respostas...Perguntas aos milhões...E o eco de mim como resposta...
Não quero mais morrer! Serei eterna em mim mesma. Outras trilhas se avizinham....Não há o que fazer a não ser seguir."









